Decisão teria sido anunciada pela World Gymnastics em Congresso na Tailândia. Ainda não está claro, entretanto, como a mudança se dará na prática

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) informou nesta segunda-feira (5) que os conjuntos de ginástica rítmica poderão contar novamente com seis ginastas a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Segundo a entidade, a mudança foi anunciada pela World Gymnastics durante congresso realizado em Bangkok, na Tailândia.
A medida representa uma alteração em relação ao formato adotado nas últimas edições dos Jogos Olímpicos. Até Londres 2012, as equipes de conjunto podiam inscrever seis ginastas. A partir dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o limite passou a ser de cinco atletas, sem a possibilidade de uma reserva.
Com seis integrantes, as equipes tinham maior margem para lidar com eventuais lesões ou problemas de saúde durante a competição. Foi justamente uma situação desse tipo que afetou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.
Victoria Borges sofreu uma lesão durante o aquecimento antes da segunda apresentação do conjunto brasileiro. Apesar da lesão, a ginasta entrou em quadra para competir, mas não conseguiu executar as dificuldades corporais previstas na série. A alteração comprometeu a nota do Brasil, que terminou fora da final do conjunto geral.
De acordo com a CBG, a experiência vivida em Paris foi um dos fatores que motivaram a retomada da possibilidade de contar com uma sexta ginasta no elenco olímpico.
Como será a utilização da sexta ginasta?
Apesar do anúncio da mudança, ainda não está claro como a nova regra será aplicada na prática. A World Gymnastics não teria divulgado, até o momento, todos os detalhes sobre a composição dos conjuntos para os Jogos de Los Angeles.
Nos Campeonatos Mundiais, por exemplo, as federações podem inscrever seis ginastas nos conjuntos, mas todas precisam participar da competição. Dessa forma, ainda é necessário esclarecer se o modelo olímpico de 2028 seguirá essa lógica ou se a sexta atleta poderá permanecer como reserva e entrar em ação apenas em caso de lesão ou outro impedimento de uma das titulares.
Também não foi informado se as seis ginastas poderão integrar oficialmente a delegação olímpica e permanecer na Vila Olímpica durante os Jogos ou se haverá alguma limitação relacionada ao número de atletas credenciadas.
A expectativa, portanto, é de que a World Gymnastics e o Comitê Olímpico Internacional divulguem posteriormente as regras que definirão como a sexta ginasta poderá ser utilizada.


