Para tanto, conjunto do Brasil tem que subir no pódio no Mundial de Frankfurt

Conquistar a vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 com dois anos de antecedência. Esse é o maior objetivo da seleção brasileira de conjunto em 2026. Em entrevista ao site da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), a treinadora Camila Ferezin afirmou que almeja carimbar o passaporte para as próximas Olimpíadas no Campeonato Mundial de Frankfurt, na Alemanha, entre 12 e 16 de agosto.
Para conseguir o feito, a seleção precisa estar entre as três primeiras colocadas na competição geral, que soma as notas das séries simples e mista. Se repetir o resultado do Mundial de 2025, quando ganhou a inédita a medalha de prata no Rio de Janeiro, a equipe já estará garantida para o grande evento multiesportivo (entenda como funciona a classificação para as Olimpíadas aqui).
“Sabemos o tamanho do desafio e o nível altíssimo da competição, mas estamos trabalhando com esse foco muito claro. […] Com as rotinas bem executadas e cravadas, acreditamos firmemente que podemos novamente surpreender e deixar nossa marca. A expectativa é performar no nosso máximo nível e estar na disputa real pelos nossos objetivos”, afirmou Camila ao site da CBG.

A partir de 2026 até os Jogos Olímpicos de 2028, os conjuntos terão novos aparelhos. Para a série simples serão cinco bolas, enquanto o exercício misto terá três arcos e dois pares de maças.
A seleção ainda faz mistério em relação às novas séries. Apenas a música da série mista foi revelada: Abracadabra, de Lady Gaga. Já a música do exercício simples é um segredo.
“Podemos adiantar que será uma rotina (de 5 bolas) que evidencia a maturidade da equipe. Ela traduz exatamente o sentimento com que entramos em quadra, com o qual nos revestimos ao encararmos cada treino: confiança, consciência das nossas qualidades e determinação na busca pelo que ainda não foi alcançado. É uma série que fala sobre assumir o controle da própria jornada, sobre força, empoderamento e preparação para a luta. Está uma rotina linda, intensa, artística e com presença marcante”, disse a treinadora.
No Mundial do Rio, o conjunto teve o reforço da torcida na arquibancada. Mesmo longe do público brasileiro, Camila Ferezin acredita que as novas séries farão sucesso na Alemanha.
“As duas músicas escolhidas são conhecidas mundialmente, o que certamente cria uma conexão imediata com o público e favorece essa troca de energia. Sabemos que a torcida alemã não terá o mesmo calor do público brasileiro, o que é natural. Mas a confiança no magnetismo da nossa equipe está lá em cima”, explicou Ferezin.
A seleção de conjunto adulta deve estrear na Copa do Mundo de Tashkent, no Uzbequistão, que será realizada de 10 a 12 de abril. Veja o calendário de competições internacionais de ginástica rítmica aqui.



