Formação de equipe multidisciplinar foi fundamental para a melhora do desempenho da seleção

Enquanto outras modalidades esportivas buscavam os principais avanços científicos para melhorar os treinamentos e a performance dos atletas, a ginástica rítmica ainda se baseava na empiria para balizar os métodos de trabalho. Ou seja, os tipos de exercícios, as repetições, a duração dos treinos, tudo era passado entre os treinadores de geração para geração, sem que se soubesse o porquê de tais procedimentos serem usados. A situação levava a inúmeros problemas, sendo o principal deles, a grande quantidade de ginastas lesionadas.
Felizmente, o cenário vem se modificando. A seleção brasileira de conjunto, por exemplo, já conta com uma equipe formada por profissionais de diferentes áreas que colaboram com o trabalho da treinadora Camila Ferezin. São médicos, fisioterapeutas, fisiologistas, nutricionistas, neurocientistas, enfim, uma gama de especialistas que, baseados em conhecimentos científicos validados, contribuem para que as atletas estejam mais bem preparadas tanto para os treinos, quanto para as competições.
A seleção já vinha trabalhando com esses profissionais nos últimos anos, mas os laços foram ainda mais estreitados após os Jogos Olímpicos de Paris. Na ocasião, a ginasta Victoria Borges teve um agravamento de sua lesão antes de realizar a série mista. Ela chegou a entrar em quadra, mas não realizou nenhuma dificuldade corporal. Com isso, o Brasil ficou de fora da final.
De acordo com Camila Ferezin, a experiência serviu para o fortalecimento do trabalho junto aos especialistas e culminou com a evolução da seleção de conjunto, que ganhou duas medalhas de prata no Campeonato Mundial do Rio de Janeiro.
“A gente trabalhou mais com os profissionais envolvidos. Então, a gente tem fisiologista, médico à disposição, fisioterapeuta, psicólogos, o Paulo, que é neurocientista. A gente trabalhou incansavelmente nessa recuperação das meninas, na tecnologia. A gente foi melhorando muito a estrutura da ginástica rítmica”, explicou Camila.

Às vésperas do Mundial, a reportagem do RG Science pôde acompanhar o treinamento da seleção de conjunto. Foi possível perceber o acompanhamento de alguns desses profissionais. A todo momento, eram fornecidos água e suplementos necessários para que as ginastas suportassem a carga de treinos. Ou seja, ninguém passa fome ou sede tanto nos treinamentos, quanto na competição.
Camila revelou que busca em modalidades que já se profissionalizaram há mais tempo, como o futebol, os melhores métodos e tecnologias à disposição.
“A gente olha para o futebol e vê o que eles fazem, o que que tem de bom, como é. E a gente trouxe para a ginástica rítmica e deu super certo. A gente conseguiu cientificamente estruturar melhor a ginástica rítmica, com planejamento de trabalho, treinamento, controle, estratégia, tática. É um grupo de muitas pessoas que comprou essa briga para a gente ser honrada dentro de casa”, avaliou a treinadora.

Entendendo que a ciência deve estar inserida no dia a dia do trabalho de treinadores e atletas de ginástica rítmica, o RG Science conta com cientistas na oferta de seus produtos e serviços, que vão desde cursos até consultorias especializadas. Se quiser saber mais, acesse a página sobre nossos produtos e serviços ou entre em contato.


